Sábado, 01 de agosto de 2026
29/07/2026
Imagem criada por inteligência artificial
A suinocultura brasileira deve voltar a registrar melhora nas margens de rentabilidade em 2027, após um ano marcado por maior oferta de animais e pressão sobre os preços pagos aos produtores. A projeção foi apresentada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que avalia um cenário de reequilíbrio gradual entre produção, consumo e exportações.
Segundo a entidade, o setor entrou em 2026 impulsionado pelos bons resultados obtidos nos dois anos anteriores. O aumento da rentabilidade incentivou a expansão da produção nas granjas, mas o crescimento da oferta acabou pressionando o mercado, reduzindo as margens da atividade ao longo deste ano.
Apesar desse cenário, as exportações seguem sustentando o desempenho da cadeia produtiva. A ABPA informou que os embarques continuam em ritmo acelerado e podem alcançar um novo recorde mensal, impulsionados pela demanda de mercados internacionais, especialmente das Filipinas, atualmente o principal destino da carne suína brasileira.
Outro fator considerado positivo é o crescimento do consumo interno. A entidade projeta maior disponibilidade da proteína no mercado brasileiro, favorecendo o aumento do consumo per capita e contribuindo para absorver parte da produção nacional. A combinação entre mercado doméstico aquecido, exportações consistentes e ajuste gradual da oferta deve criar um ambiente mais favorável para os produtores a partir de 2027.
Especialistas destacam que a recuperação da suinocultura tende a ocorrer de forma mais lenta do que em outros segmentos da proteína animal. Isso acontece porque o ciclo de produção dos suínos é mais longo, tornando o ajuste da oferta menos imediato quando comparado, por exemplo, ao setor avícola.
Mesmo diante dos desafios enfrentados em 2026, a avaliação da ABPA é de que os fundamentos da cadeia permanecem sólidos. O Brasil segue entre os maiores produtores e exportadores mundiais de carne suína, apoiado em elevados padrões sanitários, ganhos de produtividade e abertura de novos mercados internacionais, fatores que sustentam uma perspectiva positiva para os próximos anos.