Sábado, 01 de agosto de 2026

Estudo aponta que Brasil sentiria impactos mais severos do que os EUA em eventual guerra de tarifas

29/07/2026

Estudo aponta que Brasil sentiria impactos mais severos do que os EUA em eventual guerra de tarifas

(Reprodução)

Um novo estudo elaborado por economistas acendeu um alerta sobre os possíveis efeitos de uma escalada na disputa comercial entre Brasil e Estados Unidos. De acordo com a análise, uma guerra de tarifas tende a provocar impactos proporcionalmente maiores na economia brasileira, devido à maior dependência das exportações para o mercado norte-americano e ao peso de alguns setores na balança comercial.

Segundo o levantamento, embora ambos os países possam sofrer perdas com a imposição de novas barreiras comerciais, o Brasil teria maior dificuldade para absorver os efeitos no curto prazo. Isso porque produtos brasileiros, especialmente do agronegócio e da indústria de transformação, dependem em grande parte do acesso ao mercado dos Estados Unidos, um dos principais destinos das exportações nacionais.

Os especialistas destacam que tarifas mais elevadas podem reduzir a competitividade dos produtos brasileiros, provocar queda nas exportações, diminuir investimentos e afetar a geração de empregos em cadeias produtivas ligadas ao comércio exterior. Já para os Estados Unidos, embora consumidores e empresas também enfrentem aumento de custos, a economia mais diversificada tende a diluir parte desses impactos.

O agronegócio aparece entre os segmentos mais sensíveis ao cenário. Produtos como café, carne bovina, suco de laranja, celulose e derivados de madeira estão entre aqueles que poderiam enfrentar maior pressão caso novas tarifas fossem implementadas. Além da perda de competitividade, exportadores brasileiros poderiam buscar novos mercados, processo que normalmente exige tempo e adaptação logística.

Apesar do cenário de preocupação, economistas ressaltam que uma guerra comercial prolongada também teria consequências para empresas e consumidores norte-americanos. A redução da oferta de produtos importados pode elevar custos para a indústria, pressionar preços e afetar cadeias globais de suprimentos, especialmente em setores que dependem de matérias-primas e alimentos produzidos no Brasil.

Enquanto as negociações diplomáticas continuam, analistas defendem que o diálogo entre os dois governos permanece como o caminho mais eficaz para evitar prejuízos econômicos de ambos os lados. A avaliação é que medidas protecionistas costumam gerar efeitos negativos para exportadores, importadores e consumidores, tornando a cooperação comercial mais vantajosa do que uma escalada de tarifas.